Investimentos na habitação versus o novo modelo de vida

Investimentos na habitação versus o novo modelo de vida

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Como nos estamos a organizar para a vida pós pandemia e como vamos investir na habitação?
 

Estamos há cerca de dois anos a enfrentar situações disruptivas no nosso modo de vida. O ambiente mais generalizado do teletrabalho, a relevância com que os meios digitais se nos impuseram, a importância que passamos a dar à polivalência dos espaços em que vivemos, são apenas alguns dos nossos mais recentes paradigmas.

Seguramente que as nossas vidas, pós pandemia, ou a forma como veremos e valorizaremos as coisas, serão diferentes do que eram anteriormente e permanecerão inalteradas durante muito tempo.

O novo modo de vida já foi apreendido nas nossas rotinas e assim se prevê se mantenha, dando-nos alguma sensação de segurança, enquanto se mantiver a nossa memória da pandemia.

Na habitação, passamos a valorizar diferentes espaços. Aumentou o interesse por casas com áreas exteriores, apartamentos mais versáteis, com zonas mais polivalentes, de preferência com varandas ou terraços.

Habitações com essas características tendem a ser mais caras. Se somarmos a valorização mais recente dos imóveis habitacionais, devido à falta de oferta e à escalada dos custos de construção, tem como resultado a orientação de alguma da procura para fora dos grandes centros urbanos e para a periferia das cidades. Nestas zonas, os preços por m2 são mais reduzidos, o que tem facilitado o escoamento desses ativos e fomentado também alguma subida de preços.

Podemos, portanto, aferir, que um investimento em imóveis com estas características, se possível, em zonas ainda não alavancadas, mas com fortes possibilidades de expansão da procura, tem grande potencialidade de rentabilidade no curto/médio prazo.

A título de exemplo, na Área Metropolitana do Porto, as zonas de valorização a médio prazo, 2 a 5 anos, situam-se na freguesia de Campanhã, por via do desenvolvimento do plano municipal de reabilitação urbana para a zona oriental da cidade.

Situação de idêntico potencial de valorização, será de prever em Vila Nova de Gaia, na freguesia de Santa Marinha, com a expansão da linha do Metro Casa da Música – Santo Ovídio, com estações no Candal, Rotunda VL8, Devesas e Soares dos Reis, a par do Centro Histórico da cidade e que está em desenvolvimento por via dos investimentos públicos e privados, nomeadamente o World of Wine e da abertura de novas unidades hoteleiras de 4 e 5 estrelas.
 
Cruz Lança